• Isabella Schmitt

O Open Banking está aí e a gente te conta as vantagens e como ele vai funcionar

O primeiro trimestre do ano já está quase no final, mas só agora começamos a ver algumas das novidades que o Banco Central anunciou ainda no início do ano, o Open Banking é real e está mais próximo do que imaginamos.


Esse novo sistema pode trazer uma série de benefícios e praticidades nós que utilizamos o sistema bancário brasileiro. Neste post vamos te explicar mais sobre o que é o sistema, quais as etapas até ele ser de fato implementado, como ele irá funcionar e te beneficiar de alguma forma.

 

Entendendo o que é Open Banking


Se você caiu de paraquedas nas últimas notícias do banco central, já deve ter ouvido falar sobre esse termo. Se ainda não ouviu, relaxa, logo mais todos estarão falando dele.


O open banking é o mais novo conjunto de regras e tecnologias que irá proporcionar o compartilhamento de dados entre as instituições financeiras. Ainda confuso? A gente te ajuda, se traduzir a palavra open banking vai encontrar algo no sentido de "banco aberto", isso quer dizer que os bancos e instituições financeiras estarão interligados, proporcionando uma maior competição entre essas organizações, e consequentemente, menores taxas e preços.


Isso tudo, tendo como princípio dois fatores primordiais:


→ Proporcionar uma experiência melhor para o consumidor. → Garantir que você, consumidor, decida sobre o compartilhamento ou não dos seus dados.

Vale lembrar que o Open Banking é diferente e não possui nenhuma relação com o pix!

Outro ponto que vale ressaltar é que o Banco Central garante que esse compartilhamento de dados dos clientes será feito de forma segura. Dessa forma, caso haja alguma infração, essas empresas sofrerão punições, como: multa, ser excluída do sistema open banking e nos casos mais extremos, podendo ser decretada a falência ou liquidação da instituição.


Os próximos passos do Open Banking


O Banco Central dividiu a operação do open banking em quatro etapas, que serão aplicadas ao longo do ano. A ideia é que até a metade do ano o consumidor já comece a conhecer mais sobre o serviço e as suas opções.


Esse processo começou no dia 1 de fevereiro e tem previsão de implementação da última fase só em dezembro. Mas calma que a gente te explica os processos de cada fase para você já se preparar para o que está vindo por aí!


Fase 1º: na primeira fase que teve início lá em fevereiro, as instituições financeiras começaram a compartilhar entre si seus produtos, serviços, taxas, além das informações gerais de atendimento, como: horários e canais de atendimento. Esse processo é todo supervisionado pelo Banco Central.


Fase 2º: já na segunda fase que está prevista para julho, as instituições financeiras poderão compartilhar entre si os dados dos clientes, como: nome, cpf/cnpj, telefone, endereço, etc. Além de também compartilharem informações da própria conta-corrente e das tarifas que estão sendo aplicadas, mas é importante ressaltar: esse compartilhamento só pode ser feito com o consentimento explícito do consumidor.


Fase 3º: é aqui que começamos a ver de fato o open banking. Na terceira fase, que está prevista para começar em agosto, é que vai começar os serviços de iniciação da transação de pagamento, também terá a possibilidade de compartilhamento do histórico de informações financeiras dos clientes. Um bom exemplo disso que estamos falando é o polêmico e já tão mencionado WhatsApp Pay.


Fase 4º: na última fase com previsão para dezembro, é onde as instituições financeiras irão poder trocar informações e dados referentes aos serviços prestados, como: contas de depósito a prazo e outros produtos de investimentos, seguros, etc. Isso também favorece para que haja uma maior concorrência entre as instituições e consequentemente os preços das taxas sejam mais vantajosos.


Mas afinal, quais vantagens o Open Banking vai trazer?


Basicamente, o open banking vai estimular uma maior concorrência entre os agentes financeiros, o que diretamente irá influenciar em taxas e valores de serviços/produtos que podem diminuir, além de possibilitar que você tenha autonomia de contratar o que precisa com aquele que oferecer os melhores valores.


Até então obter essas informações de diferentes bancos ou instituições financeiras era, e ainda é, uma tarefa um tanto quanto complicada, além de demandar um longo tempo nos canais de cada instituição. O open banking vem para otimizar esse processo, democratizando, de certa forma, o acesso a essas informações e deixando na mão do consumidor o direito de escolha.


Agora vamos para o que interessa, algumas vantagens que estão por vir com o open banking:

  • Liberdade para solicitar/contratar serviços/produtos de diferentes instituições;

  • Priorização da experiência do cliente;

  • Você no controle dos seus dados e das suas informações;

  • Menores taxas, por conta da competição entre instituições;

Essa descomplicação do sistema bancário, permitindo que o mesmo se torne um grande organismo interligado, facilita a vida do consumidor que passa a se sentir com o poder de escolha, além de conseguir ter uma maior autonomia e conhecimento no momento de decidir o que contratar e o que pagar.


Até que o open banking esteja funcionando para nós consumidores, vale já ir buscando mais informações, entendendo quais os limites e deveres dos bancos e instituições quanto ao tratamento e compartilhamento dos seus dados.


E não esqueça, você é que autoriza esse compartilhamento. F

icou com alguma dúvida ou quer sugerir algum tema? Comenta com a gente no nosso instagram @safe2pay.br, a gente adora bater um papo com vocês ;)

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